Dos Cartões Perfurados aos SSDs

Essa história é repleta de curiosidades e fatos interessantes sobre armazenamento digital que podem nos fascinar.

Hoje em dia, estamos todos acostumados com drives de armazenamento com capacidades absurdas de grandes. Mas, como todos nós sabemos, nem sempre foi assim. Essa história é repleta de curiosidades e fatos interessantes que podem nos fascinar com sua trajetória.

 Dos Cartões Perfurados aos SSDs
Então prepare seu backup e mergulhe na história do armazenamento digital!

O começo de tudo

Nossa história começa em 1725 quando foram criados os primeiros cartões perfurados, eles eram algo sem muito uso na época, mas em 1801 ele foi melhorado e se tornou o famoso "cartão de bater ponto" em fábricas. Porém os cartões só foram incorporados como meio de armazenamento em 1950, quando a IBM começou a usa-los para processamento de dados. Nessa época os programas basicamente eram armazenados em pilhas desses cartões, e quando fossem executados, quem o fizesse tinha que inserir e processar um por um (imagina que trabalho sem graça).

Basicamente, eles funcionavam assim, se tinha furo era 1, e se não, era 0. Assim poderiam ser lidos e gravados os dados e instruções. 

Um cartão de dados da IBM
Um cartão de dados da IBM

As fitas

Ainda na década de 50, vieram ao mundo as fitas magnéticas, que são os primórdios dos discos atuais.

Elas tinham um funcionamento simples, a fita tinha sua orientação magnética orientada de forma ordenada em diferentes partes de seu corpo, dependendo de como estivesse ordenado, um computador poderia identificar os bits gravados ali.

Uma fita de dados da Mitsubish
Uma fita de dados da Mitsubish

Os discos

Os discos rígidos também apareceram na década de 50, bem lá pro fim dela, por mais que fossem melhores, eram caros e não tinham tanta capacidade na época, o primeiro disco, inventado pela IBM, tinha uma capacidade de 5 megabytes (acho que dá para instalar Battlefield 5 sem problemas), e era feito de cobre.

O funcionamento do disco é quase o mesmo da fita, a diferença é que a trilha de gravação do disco fica em espiral começando pelo centro, o resto era e é a mesma coisa.

Imagina o trabalho pra levar isso da loja
Imagina o trabalho pra levar isso da loja
 Os primeiros discos comerciais tinham por volta de 40GB
 Os primeiros discos comerciais tinham por volta de 40GB

Os disquetes

O disquete apareceu na década de 70, e era uma forma barata de armazenar dados pequenos de forma mais portátil (o conceito dos pen drives) e foram muito populares até o final dos anos 2000. Tinham em média uma capacidade de armazenamento que variava entre 80kB a 5.6 MB.

Eles eram como os discos rígidos, mas eram finos e flexíveis, por isso eram revestidos com uma capa de plástico. Na ponta da capa havia uma abertura para a leitura e gravação dos dados.

Comparação de tamanho entre disquetes (o do meio é maior que sua mão)
Comparação de tamanho entre disquetes (o do meio é maior que sua mão)

Cds e DVDs

Os cds e dvds não foram exatamente um meio de armazenar dados, já que não se pode regravar um deles. Mas levaram para frente o legado dos discos rígidos, sendo mais rápidos e capazes de executar arquivos de instalação direto de si.

A diferença que eles tinham dos discos magnéticos, era que sua gravação e leitura é feita por meio de impulsos óticos via lazer. Mas de resto é a mesma coisa de um disco rígido. 

A parte de trás dos cds faziam os olhos doerem de ficar olhando
A parte de trás dos cds faziam os olhos doerem de ficar olhando

Capacitores

Eles são os constituintes das memórias não voláteis, ou seja: SDs, SSDs, Memória RAM e outros.

Os primeiros produtos vindos dessa tecnologia vieram na década de 60, mas eram usados como memória primária, e não para armazenamento. Foi só nos anos 2000 que as unidades SD começaram a ser usadas no lugar dos CDs e DVDs. Como armazenamento principal, surgiram em 1989, mas só foram se tornar populares em meados de 2010 com a popularização dos notebooks de alta performance.

Uma variante dos SSDs, a memória ROM, já era utilizada como meio de armazenamento de dispositivos móveis bem antes de 2000, nos primeiros telefones celulares.

A forma desenvolvida para armazenar dados nesse tipo de dispositivo é bem curiosa.

Como se sabe, capacitores podem carregar e descarregar de forma muito rápida, então se agruparmos vários deles podemos ler como carregado (1), descarregado (0). Essa solução não parece atraente visto que capacitores conhecidos são grandes, mas já existem capacitores minúsculos que podem ser agrupados sem ocupar tanto espaço.

Os capacitores citados no texto se parecem mais com esses aqui
Os capacitores citados no texto se parecem mais com esses aqui

Hoje

Nos dias de hoje, o mais comum é utilizar discos rígidos, e armazenamentos não voláteis para guardar os dados, mas com o avanço tecnológico, o preço dos drives mais modernos vem caindo e se tornando mais acessíveis e práticos. Sendo assim, pode-se concluir que estamos migrando para os SDs e SSDs, e a era dos discos está acabando e logo logo, eles serão apenas história, história essa que vai deixar marcas de nostalgia em todos que cresceram convivendo com os mesmos, assim como aqueles que viram e viveram a era dos disquetes, os viram quase desaparecer com o tempo.

Mas fala para a gente aí, qual você acha que vai ser a próxima inovação que irá tomar a frente nessa corrida? Deixe aqui nos comentários.

Fontes: 
https://memoriainfo.furg.b
Material de Arquitetura de Computadores da PUC-MG

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Queimando Neurônios - Impulsionando Sinapses: Dos Cartões Perfurados aos SSDs
Dos Cartões Perfurados aos SSDs
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